quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A QUESTÃO HOMOSSEXUAL E A FÉ CRISTÃ CONFORME O TEXTO DE 1 CORÍNTIOS 6.9-11


Por Altair Germano




Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (1 Co 6.9-11)

No sentido de buscar fundamentos para a causa gay, alguns ativistas estão tentando encontrar na Bíblia apoio para a prática homossexual, inclusive, reportando-se ao texto original.

Através de uma análise exegética não tendenciosa de 1 Co 6.9-11, pode-se perceber que os seus argumentos não se sustentam à luz da Palavra de Deus.

Três termos merecem destaque no texto:

1 - O adjetivo pronominal, nominativo, masculino, plural μαλακοι (malakoí)

Nos principais léxicos podemos encontrar as seguintes definições para o termo grego malakoí;

Suave, macio ao toque, delicado [...]; um meio de luxúria contrário à natureza, efeminado.” (MULTON, Léxico grego-analítico, Cultura Cristã, 2007, p. 269);

Efeminado, um termo técnico para o parceiro passivo em relações homossexuais.” (RIENECKER e ROGERS, Chave línguística do N.T. grego, Vida Nova, 1995, p. 297);

Macio, roupa fina, mole, efeminado (de um homem que submete seu corpo à concupiscência desnatural).” (TAYLOR, Dicionário do N.T. grego, JUERP, 1991, p. 131)

"Tornar-se fraco, mole. 1. adj.: mole, macio: Lc 7.25; 2. subst.: a. neut. pl.: vestes macias, luxuosas: Mt 11.8; b. masc. pl.: efeminado: 1 Co 6, 9." (RUSCONI, Dicionário do Grego do Novo Testamento, Paulus, 2003, p. 294)

"Suave, suave ao toque" (em latim, mollis; em português, "molificar, emoliente"), é usado para descrever: (a) roupas (Mt 11.8, duas vezes, "finas", ARA; Lc 7.25, "delicadas"); (b) metaforicamente, num sentido ruim, diz respeito a "efeminados" (1 Co 6.10), não simplesmente acerca de um homem que pratica formas lascívia, mas, a pessoas em geral, que são culpadas do hábito dos pecados da carne, voluptuoso" (VINE; UNGER; WHITE JR., Dicionário VINE, CPAD, 2003, p. 583)

"Nos autores clássicos, o termo (malakia) originalmente significava "maciez", mas também veio a ser usado para homens efeminados. Nos escritores médicos, descrevia "fraqueza" ou "doença" generalizada. O uso grego posterior o vinculava com nosos, "enfermidade", para indicar a doença do corpo". (COENEN; BROWN, Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, Vida Nova, 2000, p. 884)

"Mole, macio, suave (Mt 18.18; Lc 7.25); efeminado (1 Co 6.9)." (GINGRICH; DANKER, Léxico do N.T. Grego/Português, Vida Nova, 1984, p. 129)

As melhores versões da Bíblia em português traduziram malakoi da seguinte maneira;

- Almeida Revista e Corrigida: efeminados
- Almeida Revista e Atualizada: efeminados
- Nova Versão Internacional: homossexuais passivos
- Nova Tradução na Linguagem de Hoje: homossexuais
- Bíblia de Jerusalém: efeminados

2 - O substantivo nominativo, masculino, plural αρσενοκοιται (arsenokoitai)

Observe as definições para o termo:

Homossexual masculino.” (BROWN e COENEN, Dicionário Internacional de Teologia do N.T, Vida Nova, p. 971)

Um homem que tem ralações sexuais com outro homem, homossexual.” (RIENECKER e ROGERS, Chave línguística do N.T. grego, Vida Nova, 1995)

"Alguém que se deita com um macho, sodomita (1 Co 6.9; 1 Tm 1.10)." (MOULTON, Léxico Grego Analítico, Cultura Cristã, 2007, p. 59)

"Homossexual, sodomita: 1 Co 6,9." (RUSCONI, Dicionário do Grego do Novo Testamento, Paulus, 2003, p. 78)

"Homossexual, sodomita, pederasta (1 Co 6.9; 1 Tm 1.10)." (GINGRICH; DANKER, Léxico do N.T. Grego/Português, Vida Nova, 1984, p. 35)


As principais versões da Bíblia em português traduziram o termo conforme abaixo:

- Almeida Revista e Corrigida: sodomitas
- Almeida Revista e Atualizada: sodomitas
- Nova Versão Internacional: homossexuais ativos
- Nova Tradução na Linguagem de Hoje: homossexuais
- Bíblia de Jerusalém: sodomitas

3- O verbo indicativo, imperfeito, acusativo ητε (ête)

O verbo grego ête foi traduzido por “fostes” (ARA), “têm sido” (ARC), “eram” (NTLH), “foram” (NVI) e “fostes” (Bíblia de Jerusalém).

O imperfeito expressa uma ação prolongada ou recorrente no tempo passado (MOULTON, 2007, xlix).

O verso 11 deixa claro, que se espera uma nova postura e conduta por parte daqueles que viveram na prática homossexual, uma vez que mediante a fé foram lavados, santificados e justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus:

Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”

Tentar afirmar que o texto de 1 C0 6.9-11 aprova a prática homossexual entre os cristãos é uma agressão ao bom senso, ao texto original grego e às regras de interpretação da Bíblia.

Sendo assim, os teólogos que tentam encontrar na exegese e na hermenêutica bíblica os fundamentos para defender tal idéia, precisariam:

- Forçar a interpretação do texto (eisegese);
- Negar a autoridade da Bíblia;
- Duvidar da inerrância da Bíblia;
- Acusar os escritores bíblicos de “machistas” ou “tradicionalistas”;
- Desconstruir hermenêuticamente o texto sagrado.
- Desacreditar os sérios e altamente capacitados exegetas e hermenêutas da atualidade;
- Relativizar a inspiração da Bíblia.

No amor de Cristo e pela defesa da fé que uma vez nos foi dada,

Altair Germano

Via: UBE

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL LEIA COM BASTANTE ATENÇÃO

Contribuição: Valesca Paradela

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o
sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas
enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e
qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México , são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!

Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!

Fonte: Brasil Liberdade e Democracia

domingo, 8 de novembro de 2009

Relatora cede e ameniza projeto da PLC 122



Em busca de acordo com religiosos, senadora Fátima Cleide atenua proposta que torna crime a discriminação de homossexuais. Mais enxuto, novo texto reduz punição e também veda preconceito a idosos e deficientes.


A relatora da proposta que torna crime a discriminação contra homossexuais, senadora Fátima Cleide (PT-RO), apresentou esta semana na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) uma versão em que ameniza o teor do chamado PL da Homofobia. Na tentativa de demover a resistência de parlamentares ligados aos segmentos religiosos, Fátima enxugou substancialmente o texto anterior e excluiu qualquer menção direta a homossexuais, bissexuais, lésbicas ou transgêneros, termos substituídos pela expressão “orientação sexual”.

Os 12 artigos previstos no texto original foram reduzidos a quatro. O artigo oitavo, que previa a livre manifestação da afetividade ao universo LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) foi simplificado com a retirada do detalhamento da escolha sexual. Além de encurtar a proposta, o novo texto também veda a discriminação de idosos e deficientes físicos, práticas já passíveis de punições em outras leis.

As alterações feitas pela relatora dividem entidades do campo LGBT, mas foram recebidas com simpatia pelo principal opositor ao projeto no Senado, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Ele sinaliza a possibilidade de um acordo, mas pede mais tempo para discutir o assunto. A relatora, entretanto, defende que o texto seja votado pela comissão ainda este ano.

Veja a íntegra da nova versão do PLC 122

Veja a versão anterior do PLC 122, aprovada na Câmara

O novo texto tira o caráter específico do projeto, que havia sido concebido exatamente para defender os direitos do público LGBT, que não conta com uma lei exclusiva para assegurar sua liberdade. A nova versão também reduz as punições previstas. Os acusados de discriminação ou preconceito estarão sujeitos a reclusão de um a três anos em caso de impedir acesso a bares restaurantes ou locais semelhantes e abertos. O projeto original, o PL 122/06, previa reclusão de um a cinco anos.

O substitutivo apresentado amplia as leis que já proíbem a discriminação – mas que hoje se restringem a raça, cor, etnia, religião e procedência nacional. Ele passa a tipificar também como crime o preconceito por “gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.


“Congresso homofóbico”

Fátima Cleide (foto) admite ter cedido às manifestações dos parlamentares contrários para fazer as mudanças no novo texto, mas diz que não havia outra saída. Segundo ela, as alterações demonstram sua boa vontade para retomar o assunto.

“Não é possível que essa proposta continue parada com o novo texto. Se isso ocorrer, a sociedade pode falar com tranquilidade que o Congresso é homofóbico”, diz a senadora. “O projeto foi encurtado, mas não perde em nada na aplicabilidade e garantia dos direitos de quem sofre preconceito”, defende a petista.

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado deverá realizar uma última audiência pública, a pedido de Marcelo Crivella, antes de apreciar o novo texto da relatora. “Estamos articulando o debate com as entidades religiosas. As mudanças poderão ajudar. Mas ainda é preciso construir um consenso”, argumenta o senador. Devem participar do encontro, que ainda não tem data marcada, representantes de segmentos religiosos, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Resistência religiosa

Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho do fundador da entidade, Edir Macedo, Crivella é taxativo ao dizer que os debates sobre o novo texto na comissão ainda devem se prolongar.

“Estamos empenhados em coibir a discriminação contra o homem. Agora, não vamos deixar de manifestar a posição da igreja. Da forma como o texto inicial foi apresentado, não dava para votar”, avalia. “O projeto só passou na Câmara porque era uma sessão de quinta-feira com plenário esvaziado”, completa.

O principal argumento apresentado pelos segmentos religiosos é que o projeto vai contra as liberdades individuais. Crivella alega que a proposta fere o direito de liberdade de culto, expressão, fé e opinião, uma vez que o assunto é tema recorrente em cultos religiosos. Com a aprovação da lei, pastores e padres ficam impedidos de fazer qualquer observação discriminatória contra o público LGBT, por exemplo.

De acordo com a relatora na CAS, o texto ainda tem um longo caminho de tramitação no Congresso até virar lei. Caso seja aprovado pelo colegiado, será enviado para a Comissão de Direitos Humanos antes de seguir para o plenário. Como tende a ser modificado pelos senadores, o projeto deve retornar à Câmara, onde foi aprovado em 2006. A proposta original é de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP).


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FONTE: Por Thomaz Pires em CONGRESSO EM FOCO
Dica do Wynicius Nolêto pelo twiter



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O projeto continua péssimo, na minha opinião. Ademais, é muito "sintomático" os termos usados nesta matéria para se referir à lei da mordaça gay. Leia tambem a matéria de ontem sobre a enquete "sumida" no portal do Senado.


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Veja a seguir matéria no site do Pastor Altair Germano:

Projeto de Lei da Câmara nº 122, de 2006

(Substitutivo)

Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e o § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, para punir a discriminação ou preconceito de origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero, e dá outras providências.

Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

Art. 2º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

“Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares ou locais semelhantes abertos ao público.

Pena: reclusão de um a três anos.

Parágrafo único: Incide nas mesmas penas aquele que impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público de pessoas com as características previstas no art. 1º desta Lei, sendo estas expressões e manifestações permitida às demais pessoas.” (NR)

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Pena: reclusão de um a três anos e multa.” (NR)

Art. 3º O § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:

“§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

................................................................................................” (NR)

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala das Comissões, de 2009.



"Os 12 artigos previstos no texto original foram reduzidos a quatro. O artigo oitavo, que previa a livre manifestação da afetividade ao universo LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) foi simplificado com a retirada do detalhamento da escolha sexual. Além de encurtar a proposta, o novo texto também veda a discriminação de idosos e deficientes físicos, práticas já passíveis de punições em outras leis."


O texto continua ainda muito vago, podendo em sua interpretação proibir e punir qualquer manifestação de natureza religiosa, filosófica, psicológica, científica etc., que não aprove a prática homossexual, mas, que respeite o homossexual como pessoa.

Fonte: Blog do Pastor Altair Germano
Via: Genizah

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

I plá plá plá... Labassurioderra (versão remix)















Por Jonara Gonçalves

Quem lembra do Labassurioderrá? Aquela musiquinha pegajosa sobre uma aparição angelical no mínimo estranha...



E não é que apareceram uns malucos pra remixar a parada? Pra você que ficou um bom tempo com aquela musiquinha irritante na cabeça ao ponto de não conseguir parar de cantar, a Tabajara Gospel Music traz para você a mais nova versão do I plá, plá, plá, pla!






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Garimpado por Jonara Gonçalves. Dica do Fábio, na comunidade Assembléia de Deus no Brasil.
Via Púlpito Cristão

Homossexualidade: sofrimento e crise nas igrejas





Por Débora Fonseca e Cunha


Refletir sobre este tema nos dias atuais representa esforço e até mesmo desafio por parte do cristão, diante da maneira como a cultura pós-moderna vem enfrentando não só este, mas qualquer assunto ligado à sexualidade.

Durante anos a maioria das igrejas cristãs vivenciou períodos de silêncio, tabus e repressão com àqueles que manifestavam confusões e dificuldades em sua sexualidade, mais especificamente no que tange a homossexualidade.

A tradição de varrer o pecado do meio do povo e com ele o pecador contribuiu para o abandono e afundamento de muitos.

Nossa juventude e porque não dizer, nossas igrejas, estão marcadas por sofrimento e crises no que envolve a homossexualidade:

  • Sofrimento e crises por parte daqueles que experimentam o conflito, muitas vezes, diário e desesperador, da presença de sentimentos homossexuais em seus corações e os fantasmas da incompreensão e rejeição preconceituosa do meio social em que vivem.
  • Sofrimento e crises por parte das famílias que não compreendem muitas vezes como seus filhos, criados por toda uma vida na igreja, puderam em um dado momento escolher serem assim.
  • Sofrimento e crises por parte das lideranças que passam a inventar fórmulas e jargões espirituais para resolverem rápido o problema e libertarem a igreja de tamanha abominação em seu meio ou se omitir fechando os olhos e os corações à dor do próximo.
  • Sofrimento e crises por parte dos que já perderam a esperança e infelizmente abandonaram a fé, muitos se tornando, para nossa tristeza, inimigos da cruz.

A cada dia, a mídia, escrita ou falada, alicerçada à ciência, produz e reproduz discursos sobre naturalismo e ausência de possibilidades de escolhas para os homossexuais sepultando vestígios de esperança com relação aos que querem receber ajuda para abandonar a prática homossexual e serem vitoriosos contra as suas tentações.

Parece que já estamos vivendo o tempo em que as pessoas não estão suportando a sã doutrina, pelo contrário, estão se cercando de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceiras nos ouvidos. (2 Timóteo 4.3)

Em meio a toda esta problemática, urge que a igreja se levante com voz profética e proclame destemidamente o evangelho de Cristo, pois só este é capaz de libertar o pecador do poder do pecado e restaurar a esperança a todo aquele que crê.

Existe esperança para você jovem, que se vê assustado e confuso, em meio ao bombardeio de sentimentos e desejos homossexuais, quem sabe até já afundado na prática secreta de pecados.

Sim, não podemos deixar de afirmar: A prática da homossexualidade é um pecado! Não o “patinho feio” dos pecados, mas é um pecado e precisa, como qualquer outro, ser reconhecido, confessado e abandonado. (1ª Cor. 6.9-11)

O reconhecimento desta verdade pode trazer ao pecador verdadeira libertação do poder deste pecado, (João 8.36), para que assim possa com os olhos fitos em Jesus ingressar ou retomar seu processo diário de santificação rumo ao céu, onde finalmente atingirá a perfeição, mediante o recebimento de um corpo glorificado, não mais sujeito às tentações da carne.

A igreja precisa estar atenta à realidade que a dinâmica deste processo envolve e ao tempo do agir de Deus na vida de seus membros ou visitantes, para não atropelar a obra do Espírito Santo bem como não ser pedra de tropeço na vida de muitos, os afastando da graça.

Igualmente, as famílias precisam se tornar aliadas e não rivais daqueles que sofrem com sentimentos e desejos homossexuais caminhando junto e sendo humildes o suficiente para reverem suas estruturas, dinâmicas e relacionamentos, abandonando os extremos da culpa ou da indiferença e enfrentando a problemática de frente.

É preciso esforço e empenho do povo de Deus para cultivar espaços éticos de acolhimento e escuta, com reflexão da palavra de Deus e orações, para que corações possam se expor e mágoas e feridas passadas e não tratadas sejam curadas, deixando de ser palco para a florescência de sentimentos e desejos homossexuais.

Urge que a visão de Deus seja multiplicada para que crianças não continuem tendo seus futuros ceifados pela tragédia dos abusos sexuais, dos abusos emocionais (os famosos rótulos), ou pela lástima das famílias disfuncionais.

Proclamo através deste artigo que existe esperança, vida e felicidade além da homossexualidade e que se você tem sido alvo de tentações e confusões no tocante a esta matéria que resolva “sair do armário” diante de Deus!

Rasgue seu coração diante do Pai, (Prov. 28.13), e busque ajuda, em oração, com alguém de confiança que possa lhe acompanhar em seu processo diário de crescimento no Senhor Jesus e luta contra as tentações (Tiago 5.16 e 1ª Cor. 10.13).

Encerro citando um último verso bíblico “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama, será amado por meu pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (João 14.21)

Jovem, mesmo que com algum sofrimento inicial exercite a obediência por amor a Deus! A obediência não nos trata, mas nos põe na posição para sermos tratados por Deus! Escolha obedecer!


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Fonte: Love S.A.
Via: Púlpito Cristão

sábado, 31 de outubro de 2009

Precisamos de Luteros no Brasil - meditações no aniversário da Reforma



“O Justo, por sua fé, viverá”

Rm 1.17

“28ª Tese


Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.”


“39ª Tese


É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.”

“62ª Tese


O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus. "

63ª Tese


Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.”


Por que?


Hoje, dia 31 de Outubro de 2009 faz 492 anos que o monge Martin Lutero pregou as 95 teses na catedral de Wintemberg, na Alemanha em protesto aos dogmas impostos pela igreja de Roma como, por exemplo a venda de indulgências e objetos para a salvação.



De certa forma, todos nós evangélicos temos total dívida com esse evento. Nascemos oficialmente (falando como protestante) como instituição dele. É nosso aniversário! Todas as igrejas e denominações que adotaram a Bíblia como fé e prática são filhas da reforma. Seja Deus glorificado!

Mas qual tem sido a influência de Lutero no Brasil? Será que as denominações evangélicas estão levando a sério ensinamentos extraídos da própria Bíblia enfatizados por este homem? Ou ainda temos um misticismo medieval em nosso meio? Ou temos uma comercialização religiosa nos arraiais evangélicos?

O objetivo dessa postagem é contrastar princípios pelos quais Lutero lutou em sua época com a teologia da prosperidade e o misticismo tão presente no evangelicalismo brasileiro.



É bom saber história


A Reforma Protestante foi um marco na história do cristianismo. Representou um resgate de doutrinas que estavam esquecidas na mente cristã, completamente cativa aos moldes da ditadura da Igreja Católica.


Antes de entrarmos na questão doutrinária e sua relevância nos dias atuais, não podemos deixar de citar o seu mentor, ou seja, Martinho Lutero.


Lutero foi um monge católico, que antes de entrar para o convento, possuía duas formações: Filosofia e Direito. Mas sua alma sempre desejou conhecer mais a Deus, entrando, por esta razão e para frustração de familiares e amigos, para a vida monástica. Nasceu em 10 de novembro de 1483 na Alemanha, na vila de Eisleben, filho de um humilde minerador de prata e foi criado em Mansfeld na Turíngia. Decidiu ir para um convento agostiniano por causa de um livramente de uma tempestade e raios. Clamava dizendo que se houvesse livramento, viraria padre.


Sua vida no convento foi marcada por uma intensa busca pela santidade, fato que o fez declarar: “Dá-me santidade ou morro por toda a eternidade; leva-me ao rio de água pura e não a estes mananciais de águas poluídas; traze-me as águas da vida que saem do trono de Deus!”


Após receber uma Bíblia de presente, logo, um texto o chamou atenção: “O Justo, pela sua fé viverá” (Rm 1.17) e esse texto não sairia de sua mente até o dia em que compreendeu o verdadeiro sentido de justiça, que o levou a dizer: “Então me achei recém-nascido e no Paraíso. Todas as escrituras tinham para mim outro aspecto; perscrutava-as para ver tudo o que ensinavam sobre a ' justiça de Deus ' . Antes, estas palavras eram-me detestáveis; agora as recebo com o mais intenso amor. A passagem me servia como a porta do Paraíso”.


Depois dessa descoberta, Lutero começou a pregar chamando o povo para a liberdade em Cristo, o que o levou a fixar as famosas 95 teses na porta da Igreja de Wittenberg. Em 1512 doutorou-se em Teologia. Pregou em Wittenberg expositivamente os livros de Salmos, Romanos, Gálatas e Hebreus.


Em um ano, seus ensinos já tinham se tornado público, mas não escapou da ira do Papa, que, para sua surpresa, o convocou com o objetivo de retratar-se. Mas sua mente já estava cativa e apaixonada pela liberdade em Cristo e sua resposta foi: “Não posso retratar-me, nem me retratarei de qualquer coisa, pois não é justo nem seguro agir contra a consciência. Deus me ajude ! Amém”.


Excomungado e ameaçado de ser lançado na fogueira, o príncipe da Saxônia o escondeu em seu castelo, de onde pode produzir livros e traduzir a Bíblia para a língua alemã, com o fim de torná-la acessível a todos, já que, até então, só poderia ser lida no original e em latim.


Em 1529 escreveu um catecismo menor explanando os Dez Mandamentos, o Credo dos Apóstolos, Pai Nosso e alguns pontos sobre vida cristã no método perguntas e respostas.


Após sair do exílio, deixou a vida monástica e casou-se com uma ex-freira, Catarina Von Bora e passou toda a sua vida pregando e ensinando a verdadeira liberdade do evangelho até perecer na sua cama citando por três vezes o texto de João 3.16.


Morreu em 18 de fevereiro de 1546, em sua cidade natal, aos 62 aos 62 anos. Filipe Melanchton dirigiu o culto fúnebre. A influência de Lutero seguiu curso não só na Alemanha, mas também na Holanda, Suécia, Dinamarca e Noruega.


Sua contribuição


Martinho Lutero teve uma vida voltada para a oração e estudo da Palavra, fato que pôde proporcionar ao mesmo uma grande produção teológica.


Uma das marcas da sociedade naquela época era pouquíssimo conhecimento da Bíblia e a institucionalização da autoridade da igreja de Roma, que escravizava a vida religiosa da sociedade, influenciando em toda o cotidiano.


Martinho Lutero não descobriu uma nova doutrina ou um novo modo de ler a Bíblia, somente resgatou a disseminação de seus ensinamentos, dando grande importância ao ensino da Palavra para o povo. Ele traduziu a Bíblia para o alemão.


A doutrina da Justificação somente em Cristo, principal doutrina resgatada por ele, ensina que todos os nossos pecados são perdoados porque Cristo morreu em nosso lugar, quando ainda éramos os seus inimigos e que, por isto, não precisamos de mais nenhuma obra para chegarmos a Deus, sendo declarados justos.


Esse ensinamento veio de encontro aos seus anseios de se tornar santo, porque a santificação, que nos separa para Deus só é possível por meio da Justificação, que leva o Senhor a nos ver como justos, embora vivamos neste corpo pecaminoso.


Também militou contra as indulgências, a venda de relíquias supostamente de santos e também a troca de moedas por almas libertas do purgatório. Seu adversário nesse conflito foi Johann Tetzel, representante do Papa Leão X., que levantava dinheiro para a construção da Catedral de São Pedro em Roma através da venda das indulgências.



Nossos dias tristes


O quadro pintado até aqui nos remete, como um exercício natural de conhecer a história, a pensar como está o evangelicalismo brasileiro no mundo pós-moderno e com muitas oportunidades de conhecimento.


Temos testemunhado, pelo menos no Brasil, o crescimento de teologias que transformam Deus em um produto de consumo (neste caso “deus”) e os fiéis, pessoas carentes de Deus, em uma clientela em potencial ou então no “deus” gênio da lâmpada como na estória de Aladin em que alguém esfrega a lâmpada e sai um “gênuo” pedindo para o “amo” fazer três pedidos que os desejos serão realizados. A Teologia da Prosperidade tem influênciado grande parte o evangelicalismo brasileiro ocupando horários na televisão e influênciando pessoas em outras igrejas que não são originalmente adeptas dessa persuasão. Mesmo que alguns pastores preguem a Bíblia e a sã doutrina, boa parte da membresia acompanha pela televisão a transmissão desses ensinamentos.


Nossos representantes televisivos desfilam com roupas caras, vendendo livros e até mesmo bênçãos em troca de uma rápida resposta divina.


Podemos ver isso como uma conseqüência da nossa idéia de que o ensino doutrinário é menos importante do que a prática do cristianismo, o que nos leva a um desinteresse do ensino verdadeiro, nos desviando da prática do verdadeiro evangelho.


Esses falsos pastores, na ânsia de resultados, dinheiro fácil e poder, utilizam de técnicas de oratória e até mesmo da neurolinguística para convencer um povo cansado de promessas, levando muitos a ficarem decepcionados com igreja e até mesmo com Deus.


Não seria isso uma forma de venda de indulgências com roupagem moderna (e pós-moderna)? Não estariam sendo discípulos de Johann Tetzel ao invés de ouvirem Lutero? A Teologia da Prosperidade que engloba misticismo e supertição trazendo conceitos como “maldição hereditária”, “confissão positiva”, “declaração de bençãos” e outros, só fazem repetir em linguagem atualizada, o que Lutero denunciou no passado em suas 95 teses.



Lutero fala ao Brasil


Por todas essas razões, seus ensinos ainda são atualíssimos e devem nos levar a pensar qual o nosso papel diante dessa crise de ensino.
Precisamos não somente de um homem que compre essa briga, que se dedique a ensinar a Bíblia com fidelidade e combata essas heresias, mas também devemos batalhar em nossas comunidades locais, preparando estudos e sermões que ensinem uma vida de liberdade em Cristo, por meio da Justificação!


Precisamos também de um resgate a suficiência de Cristo para a nossa salvação. Precisamos entender e ensinar a singularidade de Cristo e a simplicidade do Evangelho da Graça de Deus frente aos falsos ensinamentos da Teologia da Prosperidade.


Lutero ainda fala para a nossa geração - ele não é somente pó num túmulo da Alemanha, mas um mestre, uma pessoa que teve erros, mas que amou a Palavra, lutou para que Ela fosse suficiente e amou também o seu povo - ele ainda nos ensina e está gritando para a gente: “Castelo Forte é Nosso Deus”.


(Fonte: texto do monergismo.net – Martinho Lutero, de Orlando Boyer - http://www.monergismo.com/textos/biografias/lutero.htm)
Via: Em Busca de Deus




A REFORMA NÃO É UMA OPÇÃO, MAS UMA NECESSIDADE



A Reforma não é uma caiação da velha estrutura religiosa, nem uma pele bronzeada para cobrir o esqueleto doente de uma teologia herege. A Reforma não é uma mudança epidérmica motivada apenas pela busca do novo. A Reforma é uma volta às Escrituras, um retorno à doutrina dos apóstolos, um compromisso inalienável com a verdade divina. Vamos, aqui abordar três áreas na vida da igreja contemporânea que precisam de Reforma profunda, urgente e bíblica:


1. Precisamos de Reforma na Teologia - A teologia é a base, o alicerce e o fundamento da vida. A ética decorre da teologia e não esta daquela. A teologia determina o comportamento; a doutrina rege a vida. Se a teologia estiver errada, a vida não pode estar certa. A igreja cristã havia se desviado da doutrina dos apóstolos e acrescentado muitos dogmas estranhos e heréticos ao seu arcabouço doutrinário. A Reforma denunciou esses erros, eliminou-os e colocou a igreja de volta nos trilhos da verdade. Hoje, precisamos de uma nova Reforma. Há muitos desvios e muitos acréscimos absolutamente estranhos ao ensino bíblico presentes em algumas igrejas chamadas evangélicas. O liberalismo com sua falsa sapiência duvida da integridade da Escritura e tira dela as porções que lhe incomodam ou interpreta à revelia as partes que lhe convém. Se o liberalismo tira da Escritura o que nela está, o misticismo acrescenta à ela o que nela não está. As igrejas cristãs estão eivadas de práticas que beiram ao paganismo. Estamos vivendo uma geração que está sacrificando a razão, que está promovendo o antiintelectualismo. Precisamos de uma Reforma não só para nos colocar de volta na vereda da verdade, mas também para mostrar-nos que o conhecimento das Escrituras não é contrário à piedade, mas a sua própria base e essência.


2. Precisamos de Reforma na Liturgia - Se a teologia é a base da vida, a liturgia é a manifestação da teologia. Aquilo que cremos, professamos no culto. O culto é a manifestação pública da nossa fé. Uma das razões mais gritantes que evidenciam a necessidade urgente de uma nova Reforma é o esvaziamento da pregação nas igrejas evangélicas. Perdemos a centralidade de Cristo no culto e a primazia da pregação das Escrituras. Estamos nos capitulando à proposta do culto show. Em muitas igrejas o púlpito foi substituído pelo palco, a Bíblia pelo entretenimento e o choro pelo pecado pela encenação glamourosa. As músicas estão se tornando produto de consumo. As letras dessas músicas, com raras exceções, estão cada vez mais vazias de conteúdo bíblico e os cantores gospel cada vez mais populares. Precisamos de liturgia pura, de liturgia que coloque Cristo no centro do culto em lugar do homem no centro. Precisamos de liturgia onde o púlpito não seja governado pelos bancos. Onde a mensagem não seja mercadejada, onde o evangelho não seja diluído para agradar a preferência dos ímpios. Precisamos de uma liturgia que glorifica a Deus, exalte a Cristo, honre ao Espírito Santo, promova o evangelho, edifique os santos e traga quebrantamento aos incoversos.


3. Precisamos de Reforma na Vida - A ortodoxia é boa. Ela é a melhor. A ortodoxia é insubstituível, porém, apenas doutrina certa não é suficiente se nós não a colocamos em prática. A ortodoxia morta mata tanto quanto o liberalismo e é tão nociva quanto o misticismo. Precisamos nos acautelar para não cairmos no laço de um intelectualismo vazio e de uma ortodoxia morta. Precisamos de luz na mente e fogo no coração. Precisamos ter cuidado da doutrina e também da vida. Precisamos crer na verdade e viver na verdade. Precisamos de ortodoxia e de piedade. Há muitas igrejas que não pregam heresia, mas também não vivem a verdade que pregam. Há crentes secos como um poste e áridos como um deserto. Precisamos de uma Reforma que nos ponha de volta no caminho de uma vida cheia do Espírito Santo. Que Deus nos ajude a buscarmos essa Reforma da teologia, da liturgia e da vida!


Rev. Hernandes Dias Lopes